Preso em penitenciaria de segurança máxima comandava tráfico em São Miguel dos Campos

Na ação policial, 14 mandados foram cumpridos, resultando na prisão de 12 suspeitos

Por Redação com Assessoria 18/05/2017 - 18:12 hs
Foto: PEDRO FERRO
Preso em penitenciaria de segurança máxima comandava tráfico em São Miguel dos Campos
Detalhes da operação foram repassados em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) apresentou, na tarde desta quinta-feira (18), o resultado da Operação Medusa, que desarticulou a quadrilha que tinha o comando de todo o tráfico de drogas da cidade de São Miguel dos Campos. No total, foram cumpridos 14 mandados de prisão nas cidades de São Miguel; Agrestina, em Pernambuco, e em Mirandópolis, no estado de São Paulo, onde estava o líder do grupo criminoso. Entre os alvos, dois já se encontravam presos. 

Durante a ação, uma pessoa morreu em confronto com a polícia. Além das prisões, a ação também resultou na apreensão de cinco armas de fogo e munições com os suspeitos. Nenhuma droga foi encontrada.

Segundo o delegado Gustavo Henrique, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), a quadrilha tinha como líder um homem chamado José Gustavo dos Santos, que já estava preso em uma penitenciária de segurança máxima na cidade de Mirandópolis, no estado de São Paulo. De lá, ele comandava o tráfico em São Miguel dos Campos, dando as coordenadas nos dias de visita, por meio da esposa Rayane.

Fora do sistema penitenciário, Rayane dava as ordens para os gerentes da quadrilha Luiz Alberto, que está preso no Baldomero Cavalcante, e Laércio, que mora em Agrestina, no interior de Pernambuco.

Após as ordens chegarem aos gerentes, as coordenadas eram enviadas à Ivone, que fazia a função de gerente em São Miguel dos Campos. De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Junior, a mulher se gabava na região e dizia que nunca seria pega pela polícia.

Segundo o delegado Gustavo Henrique, a quadrilha recebia drogas de Arapiraca e Maceió, e teria um lucro aproximado de R$ 30 mil por mês, após serem feitos todos os pagamentos aos integrantes da quadrilha.

"Agora, São Miguel deve sossegar, pelo menos no momento, neste sentido de tráfico de drogas. Mas iremos trabalhar com as recomendações feitas pelo secretário, a fim de que outros integrantes não articularem o retorno dos pontos de drogas na região", explicou Gustavo Henrique.

Os alvos da operação foram José Gustavo dos Santos, de 35 anos, conhecido como Tô Ligado, que era o líder da quadrilha; Rayane da Silva Herculano, de 23 anos, esposa do José Gustavo; Luiz Alberto Cabral, de 33 anos, conhecido como Beto ou Grafite; Laércio Rocha dos Santos, de 38 anos, conhecido como Velho ou Coroa; Ivone Francisco Ferreira, de 38 anos; José Edilson da Silva, esposo de Ivone e conhecido como Amaral; Williams Ferreira da Silva, de 19 anos, filho de Ivone; Iranice Maria da Silva, de 31 anos, conhecida como Mel; Cícero dos Santos Leite, de 20 anos; Luan Christian dos Santos Silva, de 20 anos, conhecido com LC ou Fantasma; Jardiel da Conceição de Oliveira, de 20 anos, conhecido como Deninho; Jackson Emídio dos Santos, de 21 anos, conhecido como Jaquinha; Carlos André Cordeiro dos Santos, de 28 anos, e José Alexandre dos Santos, de 29 anos. O suspeito que morreu em confronto foi identificado por Felipe Gomes dos Santos, vulgo ‘Nava’ ou ‘Camarão’, de 20 anos

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