Gustavo Xavier passa a integrar comissão que apura morte de Neguinho Boiadeiro

Saída de Rômulo Monteiro vai permitir que delegado possa elucidar outros crimes em Batalha; polícia segue em busca de filho de vereador assassinado

Foto: tv oops/repodução


O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, designou, nesta segunda-feira (13), o delegado Gustavo Xavier para integrar a comissão que investiga a morte do vereador por Batalha Adelmo Rodrigues, o "Neguinho Boiadeiro", assassinado a tiros na última quinta-feira, no município do Sertão alagoano. Xavier vai substituir o delegado Rômulo Monteiro, titular da delegacia de Batalha.

 

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, a mudança tem como objetivo permitir que Rômulo volte a se dedicar exclusivamente a outras demandas da cidade, enquanto os demais delegados - Cícero Lima e Rosivaldo Vilar - seguirão apurando a morte do vereador, além da tentativa de homicídio contra José Emílio Dantas, baleado na mesma cidade.

 

E o principal suspeito de atirar contra Emílio já foi indiciado pela comissão de delegados. Trata-se de José Márcio Cavalcante, mais conhecido "Baixinho Boiadeiro", que teria cometido o crime, na mesma quinta-feira (09), para vingar a morte do pai, instantes após tomar conhecimento do assassinato de Neguinho - cujo segurança, um policial civil identificado apenas como "Pirauá", também acabou ferido, mas sobreviveu.

 

"Como ele não foi localizado, nós o indiciamos e solicitamos sua prisão no mesmo dia da tentativa de homicídio, com a juíza Vilma Renata Jatobá decretando a mesma no dia seguinte", afirmou o delegado Cícero Lima, que preside a comissão. 

 

 

Agora, "Baixinho" é considerado foragido da Justiça alagoana, com a polícia ainda em diligência para tentar prendê-lo.


Ministério Público acompanha o caso


Já o procurador-geral de justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, designou, nesta segunda-feira, o promotor de justiça Luiz Vasconcelos para acompanhar as investigações dos crimes corridos em Batalha.

 

"Fui designado, a princípio, para acompanhar a fase inquisitorial. Mantive contato com os delegados que estão conduzindo a apuração, e eles me passaram as providências adotadas. Também já me pronunciei em alguns pedidos e estou no aguardo, por parte das autoridades da Polícia Civil, das análises de alguns elementos colhidos para, em seguida, definirmos os passos que daremos enquanto Ministério Público", declarou Luiz Vasconcelos.