Pais de jovem dada como morta em Rio Largo, não fazem sepultamento por acreditar que ela esteja viva

Corpo de jovem dada como morta em Rio Largo é levado ao SVO para avaliação

Por Edilane Almeida com Gazetaweb 14/11/2017 - 12:56 hs
Foto: Divulgação


Após familiares de Débora Isis Mendes de Gouveia, de 18 anos, contestar o laudo que atesta a morte dela, fato que praticamente parou o município de Rio Largo, o delegado da cidade, Manoel Wanderley, determinou que o corpo da jovem fosse levado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), na manhã desta terça-feira (14).

 

Os parentes dizem não acreditar na morte da garota por não observarem algumas características típicas de um falecimento. Alegam que o corpo ainda tem temperatura ambiente, os olhos lacrimejam e sustentam que a jovem até mexeu em alguns momentos. Além disso, dizem que há casos de catalepsia na família (quando os batimentos cardíacos diminuem tanto ao ponto de confundir com a morte).

 

A mãe de Débora, Maria Rita, diz que o corpo não passou por autópsia, procedimento que poderia atestar a verdadeira causa da morte da garota, declarada no último domingo. "Quando eu tinha dois anos passei quatro dias como se fosse em coma induzido e acredito que isto possa estar acontecendo com a minha filha", avalia a mãe.

 

Corpo da jovem está sendo velado desde o começo da semana FOTO: JOSÉ FEITOSA

 

Diante da polêmica e do mistério instalado, o delegado Manoel Wanderley pediu que um carro fosse providenciado para levar o corpo de Débora para o SVO, a fim de que seja expedido o laudo. Os parentes dizem que nem há rigidez, característica típica de um cadáver. 


No Serviço de Verificação de Óbitos será possível saber quando ela morreu, a causa desta morte ou se ela foi liberada do hospital ainda com vida e já dada como morta.

 

A peregrinação da Débora começou na terça-feira da semana retrasada. Ela teve um quadro de virose forte, foi levada ao Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio Largo e, de lá, transferida ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou cinco dias internada. Na semana passada, foi transferida novamente para o Hospital Vida, onde "faleceu" no último domingo. O laudo apresenta parada cardíaca como provável causa da morte.

 

Movimentação à porta da residência onde morava Débora, em Rio Largo FOTO: JOSÉ FEITOSA