window._taboola=window._taboola||[];_taboola.push({article:'auto'});!function(e,f,u,i){if(!document.getElementById(i)){e.async=1;e.src=u;e.id=i;f.parentNode.insertBefore(e,f)}}(document.createElement('script'),document.getElementsByTagName('script')[0],'//cdn.taboola.com/libtrc/alright-network/loader.js','tb_loader_script');if(window.performance&&typeof window.performance.mark=='function'){window.performance.mark('tbl_ic')} Homem paraplégico volta a andar ativando implantes cerebrais com o pensamento - AlagoasWeb

Homem paraplégico volta a andar ativando implantes cerebrais com o pensamento

Diário da Saúde 25/05/2023

Um homem paraplégico conseguiu voltar a andar simplesmente pensando nisso graças a uma nova geração de implantes cerebrais eletrônicos.

Os implantes eletrônicos transmitem sem fio seus comandos cerebrais de movimento para um segundo implante em sua coluna, colocado após a lesão. Esse segundo implante então retransmite os sinais pelos nervos não lesionados até as pernas e pés.

Gert-Jan Oskam, um holandês de 40 anos, perdeu o movimento das pernas em um acidente de bicicleta há 12 anos.

A neurocirurgiã Jocelyn Bloch, professora da Universidade de Lausanne (Suíça), responsável pela cirurgia de inserção dos implantes, destaca que o sistema continua em estágio de pesquisa básica e faltam muitos anos para que ele esteja disponível para pacientes com paralisia em geral.

"O importante para nós não é apenas realizar um experimento científico, mas eventualmente dar mais acesso a mais pessoas com lesões na medula espinhal que estão acostumadas a ouvir dos médicos que precisam se acostumar com o fato de que nunca mais terão movimentos," disse ela.

Dois implantes e uma mochila
A cirurgia para restaurar o movimento de Gert-Jan, realizada em julho de 2021, consistiu em dois orifícios circulares em cada lado do crânio, com 5 cm de diâmetro, acima das regiões do cérebro envolvidas no controle do movimento. Em seguida, foram inseridos dois implantes em forma de disco, que transmitem os sinais cerebrais sem fio - os desejos de Gert-Jan pelo movimento - para dois outros dispositivos presos a um capacete que deve ser usado pelo paciente.

Os pesquisadores precisaram também desenvolver um algoritmo para traduzir os sinais coletados dos dois implantes em instruções para mover os músculos das pernas e pés. São esses sinais traduzidos que são enviados para o segundo implante, inserido ao redor da medula espinhal de Gert-Jan. Isso, contudo, exige um computador, que fica dentro de uma mochila usada pelo paciente.

Após algumas semanas de treinamento, o paciente conseguiu ficar de pé e andar com o auxílio de um andador. Seu movimento é lento, mas suave. O sistema é volumoso e não permite um uso contínuo. Em vez disso, o paciente o usa por cerca de uma hora, algumas vezes por semana, como parte de sua recuperação.

Outra conclusão da equipe é que o ato de caminhar treina os músculos e restaura um certo grau de movimento quando o sistema é desligado, indicando que os nervos danificados podem estar crescendo novamente.

O objetivo agora será miniaturizar a tecnologia, para que ela possa ser comercializada e comece a ser usada no dia-a-dia dos pacientes, e não apenas algumas horas por semana.


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