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Municípios alagoanos endurecem regras em feiras livres contra Coronavírus

Com AMA 21/05/2020

Preocupados com a saúde da população diante do avanço do Coronavírus (Covid-19), vários prefeitos estão endurecendo os decretos municipais que regulam a realização de feiras livres. Desde o início da pandemia, a Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) emitiu nota técnica recomendando uma série de cuidados, baseada no decreto governamental.

Os gestores reconhecem o momento difícil na economia e a queda na arrecadação, sabem a importância que elas têm para movimentar o comércio local e abastecer a população. Desde o início atenderam as recomendações voltadas para higiene e distanciamento, mas, mesmo assim, muitos insistem em desrespeitar as normas, exigindo regras mais rígidas.

No primeiro momento, quando os casos ainda não tinham avançado tanto para o interior, a AMA recomendou  aos gestores manter 2 metros de distância mínima entre barracas; permitir somente vendas de alimentos de primeira necessidade, como cereais, carnes aves, peixes, frutas e verduras; evitar feirantes oriundos de outros municípios; manter controle de acesso aos mercados e feiras com equipe da vigilância sanitária, além de  manter atenção especial às medidas de higiene.

Nas cidades, foram instalados pelas prefeituras, locais para higienização das mãos, distribuindo sabão, álcool gel e máscaras entre feirantes e população.

Agora, diante do avanço da corona vírus, muitas prefeituras alteraram os decretos municipais endurecendo as regras, amparados pelo decreto governamental, prorrogado para o dia 31 de maio.

Cidades como São José da Tapera, Monteirópolis, Carneiros, Olho D’Água das Flores, Estrela de Alagoas, São Sebastião, Cacimbinhas, Ouro Branco, Olho D’Água das Flores e Olho D’Água Grande, suspenderam temporariamente. Em São Luís do Quitunde, Boca da Mata, Atalaia, Limoeiro de Anadia, Porto Calvo e São José da Lage feirantes de outros Estados e municípios vizinhos estão proibidos de participar da feira. Em Senador Rui Palmeira, apenas feirantes da agricultura familiar da cidade estão com permissão.

A Associação aponta que a grande dificuldade tem sido conscientizar a população da necessidade e da importância do isolamento social, no entanto os gestores estão enfrentando e mostrando boas práticas.

A AMA já lançou uma série de recomendações, todas baseadas no decreto para auxiliar as gestões, como: auxílio na organização das filas nas agências bancárias e lotéricas, a orientação de contratação de empresas de ensino à distância e a regulamentação de feiras e enterros. “Até hoje já foram mais de 45 publicações para orientar sobre prevenção, cuidados e ações”, lembra a presidente da AMA, Pauline Pereira.


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